Tempos e etapas
Descrever, a partir de dados já públicos, quanto tempo cada etapa costuma consumir em diferentes classes processuais e onde o tempo se acumula.
Observatório da Justiça
Linha conceitual sobre o uso de dados públicos para entender como o sistema de justiça funciona — tempos, volumes e gargalos. Não há produto implantado, financiamento ou parceria em vigor.
A pergunta de pesquisa
O sistema de justiça brasileiro publica um volume enorme de informação — movimentações processuais, estatísticas do Conselho Nacional de Justiça, painéis de produtividade dos tribunais. Ainda assim, perguntas simples continuam difíceis de responder por quem está de fora: quanto tempo costuma levar um tipo de processo em determinada comarca, onde a fila se forma, quais etapas concentram a demora.
Essas respostas importam para quem estuda política pública, para quem defende direitos e para os próprios tribunais, que investem em transparência e nem sempre conseguem transformar os dados publicados em leitura acessível.
A hipótese é que ferramentas de organização e leitura de dados possam tornar essa informação pública mais compreensível — sem produzir juízo sobre processos, decisões ou pessoas.
Escopo que faria sentido estudar
Descrever, a partir de dados já públicos, quanto tempo cada etapa costuma consumir em diferentes classes processuais e onde o tempo se acumula.
Traduzir estatísticas oficiais em linguagem acessível, para que cidadãos, jornalistas e pesquisadores consigam consultar sem formação técnica específica.
Privacidade, segredo de justiça, prevenção de vieses e supervisão humana como requisitos de projeto, não como etapa posterior.
O que esta linha não é
Pesquisa sobre o funcionamento da justiça pode facilmente descambar para algo que o Instituto não quer fazer e não deve fazer. Por isso os limites são definidos antes de qualquer desenvolvimento:
Uma organização pequena que anuncia avaliar o Judiciário perde a conversa antes de começá-la — e com razão. O que se pode fazer com honestidade é ajudar a ler o que já está publicado.
Por que ainda não é projeto
Publicamos esta linha como hipótese porque agendas de pesquisa devem ser discutidas em aberto. Mas há questões que precisam de encaminhamento antes que ela vire projeto, e nenhuma delas se resolve com tecnologia.
Quais bases são legítimas de usar, e sob quais condições. Quem valida a metodologia, já que indicador mal desenhado parece objetivo e mede a coisa errada. Como evitar o uso indevido do resultado por quem queira transformá-lo em ranking. E como garantir independência, com avaliação externa e distância de interesses das partes.
Enquanto isso não tiver resposta, permanece linha conceitual. O Instituto prefere publicar uma hipótese honesta a anunciar um projeto que não existe.
Se você atua em universidade, órgão de controle, instituição do sistema de justiça ou financiamento de pesquisa, o Instituto quer ouvir críticas a esta hipótese antes de desenvolvê-la.