Instituto

Tecnologia para problemas públicos.

Somos uma organização sem fins lucrativos que acredita em um Estado capaz de aprender, redesenhar processos e entregar mais valor ao cidadão.

Redesenhar o processo, não digitalizar a demora.

Grande parte da administração pública ainda opera com fluxos concebidos para um mundo de papel: documentos que percorrem setores, sucessivas conferências e decisões fragmentadas. Essa arquitetura teve uma função histórica. Ela distribuiu responsabilidades e criou controles quando não existiam meios melhores.

Agora existe outra possibilidade. Agentes de inteligência artificial podem organizar informação, verificar requisitos, comparar evidências e apoiar decisões com velocidade e rastreabilidade. O papel humano muda: sai da repetição e assume supervisão, responsabilidade, definição de critérios e cuidado com exceções.

Não se trata de colocar inteligência artificial sobre o fluxo que já existe, nem de descartar o que a administração construiu. Trata-se de encurtar, junto com quem opera o serviço todos os dias, o caminho entre um problema público e o valor entregue à sociedade.

Missão

Construir soluções públicas abertas com IA.

Aplicar tecnologia a problemas públicos concretos, combinando produtos open source, formação de talentos locais, governança responsável e foco em resultados para o cidadão.

Visão

Um Estado nativo em inteligência.

Contribuir para que organizações públicas deixem de apenas informatizar procedimentos antigos e passem a desenhar serviços simples, transparentes, auditáveis e eficientes desde a origem.

Por que começamos pela iniciativa popular.

Uma organização nova precisa escolher um problema, e não uma categoria de problemas. Escolhemos a iniciativa popular municipal por três razões.

Primeiro, porque a lacuna é objetiva. O artigo 29 da Constituição garante a qualquer grupo de eleitores propor uma lei na própria cidade. Em quase quatro décadas, pouquíssimas leis nasceram desse caminho — não por falta de vontade, mas porque exercer o direito exige técnica legislativa, entendimento de competência constitucional, mobilização em escala e comprovação de milhares de assinaturas.

Segundo, porque o problema é do tamanho certo. É concreto o bastante para ser atacado por uma organização pequena e relevante o bastante para importar. Não precisamos de autorização nacional para começar: precisamos de uma cidade disposta a testar.

Terceiro, porque é um bom caso para IA responsável. A tarefa — transformar uma intenção legítima em um texto juridicamente estruturado — é exatamente aquilo em que modelos de linguagem ajudam, sob revisão humana obrigatória, sem decidir nada sobre direitos de ninguém.

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Transformação com responsabilidade.

01

Aberto por princípio

Código auditável reduz dependência, amplia colaboração e permite que diferentes governos aprendam uns com os outros.

02

Humano no lugar certo

A automação apoia tarefas repetitivas. Pessoas preservam a responsabilidade, a supervisão e o julgamento nos pontos críticos.

03

Impacto que permanece

Cada projeto deve deixar capacidade instalada, conhecimento local e uma solução que possa evoluir.

O que assumimos publicamente.

  • Separar entrega de intenção. Publicamos o estágio real de cada frente. Nada é apresentado como realizado antes de existir, e nenhuma parceria é anunciada antes de formalizada.
  • Não cobrar do cidadão nem do município. Os guias e a plataforma são gratuitos, não vendemos licenças e o piloto municipal é custeado pelo próprio Instituto na etapa inicial.
  • Manter a revisão humana obrigatória. Nenhuma saída de inteligência artificial substitui análise jurídica, e nenhuma decisão sobre direitos é automatizada.
  • Tratar proteção de dados como desenho, não como etapa final. Base legal, minimização, controle de acesso e retenção são definidos antes de qualquer operação com dados reais.
  • Publicar o que aprendermos. Documentamos decisões, limites e resultados — inclusive os negativos — para que outras cidades possam reaproveitar.
  • Não exibir publicidade de terceiros e não usar o site para atividade comercial.

Nova na história, verificável desde o início.

O Instituto de Tecnologia Voltada ao Ensino de Inteligência Artificial Acreditar — ITIAA, que utiliza o nome fantasia Instituto IAcreditar, foi constituído em assembleia realizada em 16 de setembro de 2025, em Belo Horizonte, como associação civil sem fins lucrativos regida pelos artigos 53 a 61 do Código Civil. Os atos constitutivos foram registrados em 21 de janeiro de 2026 no Registro Civil das Pessoas Jurídicas de Belo Horizonte, registro nº 148481, Livro A, e a organização está inscrita no CNPJ 64.675.024/0001-23. Este é o seu primeiro exercício de atividade.

Uma organização com meses de existência não tem série histórica de impacto, e seria desonesto simular uma. O que temos é verificável: registro em cartório consultável por qualquer pessoa, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal eleitos e identificados publicamente, um produto funcional disponível, uma biblioteca de guias aberta e um relato de atividades que separa o que foi entregue do que ainda é prospecção.

Nenhum cargo é remunerado. O Conselho Consultivo previsto no estatuto ainda não foi constituído, e publicamos também essa lacuna.

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Conheça o trabalho, não só a intenção.

A biblioteca de guias e o relato de atividades de 2026 são a forma mais rápida de avaliar o que o Instituto já produziu.